Nunca tivemos tanto acesso a dados, opiniões e respostas rápidas.
Mas ter informação não significa, necessariamente, compreender um problema.
Quando um resultado piora, a tendência é agir sobre aquilo que aparece primeiro:
Cobrar mais a equipe.
Trocar pessoas.
Reduzir preços.
Aumentar metas.
Só que o problema mais visível pode ser apenas o sintoma.
Uma queda nas vendas, por exemplo, pode ter começado no posicionamento, no mix de produtos, na carteira de clientes, no processo comercial ou até em decisões da própria liderança.
Em quase três décadas de carreira, aprendi que agir rapidamente não significa agir corretamente.
Quando o diagnóstico é superficial, existe o risco de executar muito bem uma solução que não resolve a verdadeira causa.
Profundidade não significa complicar ou demorar mais.
Significa olhar os dados, questionar a primeira impressão e compreender o problema antes de decidir.
Porque, muitas vezes, a solução mais cara é aquela aplicada ao problema errado.
Na sua experiência, qual problema parecia simples no início, mas revelou uma causa muito mais profunda?

